quarta-feira, 26 de junho de 2013

MEDICINA NA ARGENTINA | Brasil vai abrir 12 mil vagas de residência médica



Brasil vai abrir 12 mil vagas de residência médica até 2017


O Ministério da Saúde anunciou ontem que até 2017 irá abrir 12 mil vagas de residência médica em todas as especialidades. A medida visa a ampliar o número de especialistas e zerar o déficit da residência médica em relação ao número de formados em medicina. As primeiras 4 mil vagas serão criadas até 2015.
A ampliação iguala o número de vagas de residência médica ao de postos na graduação. Na residência, o profissional se especializa em uma área médica como, por exemplo, cardiologia e pediatria. "A meta é chegar em 2018 com perspectiva de uma vaga de residência para cada médico formado no Brasil", disse o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Mozart Sales.
A medida integra o conjunto de ações do ministério para melhorar a saúde pública no país e faz parte do pacto anunciado ontem (24) pela presidenta Dilma Rousseff em resposta às reivindicações surgidas nas manifestações nos últimos dias.
As medidas serão acompanhadas de um investimento anual de R$ 80 milhões em hospitais e unidades de saúde que expandirem programas de residência e R$ 20 milhões para infraestrutura, como reforma e estruturação de laboratórios e bibliotecas e também para aquisição de material permanente. Mais R$ 60 milhões serão destinados à manutenção dos programas de residência e formações dos profissionais que irão orientar os residentes.
Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, os investimentos na área de saúde vão abrir nos próximos anos 35 mil postos de trabalho. "Não existe estratégia única para enfrentarmos o problema de levar mais médicos para perto da população", disse. O ministro reforçou que, mesmo assim, será preciso contratar médicos estrangeiros para suprir a demanda por profissionais. "O Brasil precisa formar mais médicos e formar mais especialistas. Isso demora sete, oito anos, enquanto isso precisamos atrair médicos estrangeiros. O edital que estamos construindo chama médicos brasileiros e as vagas que eles não preencherem vamos chamar os estrangeiros", explicou.
 

Pacto por melhores hospitais
O ministro iniciou o discurso citando a reunião que ocorreu segunda-feira, 24, entre a presidente Dilma Rousseff e prefeitos e governadores. "Um dos pontos que ela propôs e que teve apoio dos presentes foi o pacto nacional por mais e melhores hospitais, mais médicos e mais perto da população", disse. Segundo o ministro, técnicos do ministério já iniciaram na manhã de ontem uma reunião "para detalhar esse pacto".
"A primeira ação, bastante imediata, é executar mais rápido os R$ 7 bilhões que já estão contratados entre ministério, Estados e municípios", afirmou. Outra medida, segundo ele, é acelerar a adesão de hospitais filantrópicos ao programa do ministério que troca dívida por mais atendimento e que dá incentivo a procedimentos de média complexidade.
Mais uma das ações, conforme Padilha, é a discussão do financiamento do Sistema Único de Saúde (SUS). "Foi consenso que precisamos ter recurso para investimento e orçamento crescente para manutenção, contração de profissionais e de insumos", disse. "O que anunciamos hoje é parte desse pacto para levarmos mais médicos à população brasileira", afirmou.
O Brasil tem hoje 1,8 médicos por mil habitantes, segundo dados do governo. Essa média é menor que Argentina (3,2), Uruguai (3,7) e Reino Unido (2,7). E 22 estados brasileiros estão abaixo da média nacional.





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